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18/01/2010 20:42 :: GENOTIPAGEM ANIMAL.

Categoria: Equipe Veterinaria      Idioma: BR

Por Patrícia Benassi Fagundes

Supervisionado por Marcos Almeida Prado (Kiko)




Podemos dizer que uma das maiores revoluções da tecnologia, até agora implantada no mercado, é a técnica da Genotipagem de DNA. Mais uma vez, os criadores associados à PBR irão utilizar em seu plantel uma biotecnologia que lhes servirão de ferramenta para a produção de touros cada vez melhores, de alto valor genético e, consequentemente, obter sucesso na sua produção.

 


Com a chegada da ABBI (American Bucking Bull Inc.) ao Brasil, todos os touros que fizerem parte desta empresa de genética deverão ter sua “identidade” comprovada, com isso a genotipagem de DNA se tornará um recurso para a comprovação do perfil genético do animal, além disso, evitará fraudes sobre a ancestralidade desses animais.

 


 A genotipagem de DNA é uma técnica extremamente moderna que caracteriza individualmente o animal, como se fosse um RG do animal. Ela se baseia na identificação de um conjunto de marcadores genéticos hipervariáveis de DNA denominados “microssatélites”, recomendados pela Sociedade Internacional de Genética Animal (ISAG). Após a identificação, os marcadores são analisados em sequenciadores automáticos de DNA, determinando assim o perfil genético do indivíduo. Este perfil poderá ser utilizado para identificação do animal, estabelecer um vínculo de parentesco e também para a verificação da sua ancestralidade. 

 


 Com esta técnica é possível se ter uma estimativa do valor genético dos animais submetidos a programas de melhoramento, a estimativa da distância genética entre animais para planejamentos de cruzamento e a verificação de paternidade e maternidade para registro genealógico de animais. Uma das  maiores vantagens é que o exame de DNA pode ser realizado com qualquer tipo de amostra biológica, como: amostras de sangue, sêmen, pelos e outros tecidos, inclusive ossos. Além disso, permiti que, até mesmo, os animais mortos possam ser testados.

 


O Brasil ainda utiliza outro método para as análises de vínculos genéticos, a Tipificação Sanguínea. Porém, essa técnica possui mais desvantagens quando comparada com a genotipagem, pois para se realizar a tipificação utiliza-se somente sangue colhido a fresco e em seguida deverá ser obrigatoriamente refrigerado, ao contrário da genotipagem que se utiliza de qualquer amostra biológica. Além disso, a precisão estatística da tipificação sanguínea é bem inferior a genotipagem de DNA que é cerca de 99,99%. 

 


Com a eficiência da seleção de caracteres qualitativos através desses marcadores de DNA, a genotipagem está se tornando uma ferramenta indispensável para o melhoramento genético dos animais.

 


Em alguns países desenvolvidos, como a Austrália e os Estados Unidos, a genotipagem é obrigatória. Com isso o comércio internacional de animais já está exigindo a genotipagem de DNA para a comprovação da origem e identificação dos animais. Provavelmente nos próximos anos, a legislação internacional poderá exigir dos produtores esta técnica tanto para o comércio de importações e exportações de animais, de sêmens dos touros e dos produtos de origem animal.


 

 
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