Por Patrícia Benassi Fagundes
Supervisionado por Marcos Almeida Prado (Kiko)
Atualmente, com diversas biotecnologias da reprodução assistida disponíveis no mercado, ficou cada vez mais “trabalhoso” se obter bons resultados, pois há vários itens que fazem parte dessas técnicas que devem ser bem trabalhados para obter-se bons resultados e lucratividade. Qualquer falha em um dos itens, como não detecção do cio no momento certo, avaliação incorreta de uma doadora, entre outros itens, pode levar ao produtor prejuízos. Portanto, para se ter sucesso na implantação das biotecnologias, não se deve apenas avaliar a fêmea em questão, é extremamente importante e fundamental a avaliação dos reprodutores tanto na questão física do animal quanto na questão da fertilidade de seu sêmen.
Todos os animais utilizados como reprodutores, obrigatoriamente, devem passar por exame sanitário e exame andrológico. Este exame inclui a avaliação clínica do animal, observando-se desde o histórico da vida reprodutiva até a avaliação do seu estado geral, na qual se examina o sistema locomotor, os órgãos genitais internos e externos, os aspectos físicos e morfológicos do sêmen e também o comportamento sexual do animal.
No laboratório, o sêmen será avaliado através do espermograma que avaliará o ejaculado quanto ao volume, aspecto e cor. Em seguida são avaliados alguns parâmetros para se estimar a qualidade potencial de uma partida de sêmen, neste caso avalia-se: o turbilhonamento, que é a movimentação em massa dessas células; a motilidade que é a observação de quantos espermatozóides estão vivos e mortos; o vigor que analisa a velocidade dessas células e a concentração espermática. Por último, é feita a avaliação morfologia dos espermatozóides, na qual serão observados os defeitos destas células.
O resultado do exame andrológico pode classificar o animal como: apto a reprodução; questionável, devendo aguardar novos exames; e inapto ou insatisfatório para a reprodução. De certa forma, o andrológico automaticamente proporciona o melhoramento genético destes animais, já que os reprodutores inaptos são descartados da reprodução.
Grande parte dos criadores de touros de pulo associados à PBR possuem doses de sêmens de touros renomados armazenadas em bancos de sêmen para uso próprio ou para a comercialização. Muitos deles armazenam essas doses no banco de sêmen do Hospital Veterinário “Dr. Halim Atique” do Centro Universitário de Rio Preto. O valor de uma dose de sêmen varia de touro para touro. Para armazenar as doses de sêmen no hospital o criador terá que arcar com alguns custos operacionais do hospital e taxas de manutenção das doses.
Com o avanço da tecnologia, atualmente, não é impossível de se obter uma dose de sêmen de um touro de pulo renomado. É fundamental que o criador conheça a procedência do touro antes de comprar a dose de sêmen deste animal, ou compre a dose de centrais idôneas e o mais importante, que antes de iniciar a estação de monta ou aplicação das biotecnologias em seu plantel, o touro reprodutor deverá passar pelo exame andrológico completo que deve ser realizado por profissionais capacitados.
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